quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Revolução Vermelha

Se mata Santos Dumont.
Ah é, você já fez isso. Brilhante.
Não preciso do seu relógio de pulso, gosto do meu dentro do bolso.
Escadas alternadas para não bater os calcanhares e economizar madeira. Nunca ouviu falar em tropeçar?
A culpa não é minha se você inventou uma máquina que voa e ela foi usada na guerra. Devia ter colocado um aviso antes.
Quando você voltou do hospício o hidroavião que ia te receber caiu e não houve ninguém que não morreu. Todo mundo morreu, até você.
Morrer virgem machuca. Nada disso teria acontecido se você não fosse virgem.
Se matem primos do Macedo.
Cristais não têm poderes. A posição das estrelas quando você nasceu não faz a menor diferença. Almanaques não são livros místicos.
Arranquem suas asas e pulem, Ícaros malditos. Assexuados. Não pulem muito alto, no entanto. Nada de morte rápida, indolor. Agonizem. Entrem no labirinto sem fio dourado para voltar para casa. Nada de migalhas de pão. Seu dedo já está grosso o suficiente, meu anjo?
Se mata Marx, e escreve uma carta de despedida, adoro seus textos.
Nada de giletes afiados. Deixe a inflamação agir. Deixe as partículas de ferro contaminarem tudo, sujarem tudo, escurecerem esse líquido tão vermelhinho, fofinho, bonitinho. Viva a Revolução Vermelha!
Muito blush e pouco pó de arroz. Bem-vindo à Terra do Nunca, Santos Dumont.

3 comentários:

/ / / disse...

sinto uma LEVE revolta.
mas eu sei. foda, foda.
salve, marx.

Borba disse...

Leve, _-?

/ / / disse...

Claro que cê resta, também. A classe, sempre a classe.
Cê sabe que ocê resta. Ocê tá sempre aqui, comigo. _-?